Tarabuco se transforma numa feira todo domingo,
jovens turistas europeus fazem compras
e passam filtro solar
na praça principal.
Quantas cores pode ter a Bolívia?
Cholas passam carregando nas costas ervas
panos
filhos
Usam saias até os joelhos, aventais,
longas tranças e chapéus espirituosos.
O que transforma a young Kacey em Kacey
a jovem Thais em Thais
e a cholita Juanita na chola Juana?
Encontramos um restaurante para não-turistas,
servem apenas um prato
e custa um terço daqueles em volta da praça.
Há dentro da geografia de toda cidade boliviana
sempre duas cidades –
um vasto e orgânico serpentear de ruas hambrientas,
e um estático linear de pontos
com cardápios universais
e ar condicionado
que só é mesmo verdadeiro
nas páginas claras e capa colorida
de um guia Lonely Planet novo em folha.
Vejo as solas das minhas botas,
começam a descolar.
Mas agora,
ao menos,
me sinto perto de algum
lugar.

Um poema que também aproxima o leitor dessa Tarabuco distante, tão alta! Afudê, curtindo aqui.
Grande!
estamos todos plugados, Porto Alegre, Tarabuco, Nova Délhi: nenhum um lugar é tão distante não tão alto para que quer enxergar longe!
Muitos abraços, companheiro Noah!
E tem essa coisa mesmo, do que é realmente a Bolivia.
Quantas bolivias realmente existem, a Bolivia da coca, a do cultura pré colombiana, A Bolivia dos ultimos dias do Che, a da natureza, a Bolivia do trafico e estigmatizada como pobre e corrupta.
É uma bonita história pra um pequeno pais que a gente pensa q conhece.
Buenas hermano, adelante…
E haja bota pra percorrer esse infinitas Bolívias!
Valeu, hermano!